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Por que o Vinten existe

O dinheiro some no detalhe que ninguém tem tempo de conferir.

O extrato está certo, linha por linha, e o saldo mesmo assim ficou menor do que você esperava. A diferença tem explicação, e ela cabe em duas contas.

A diferença está espalhada em linhas que parecem certas.

Você abre o extrato no fim do mês e reconhece quase tudo. O aluguel está lá. O mercado está lá, repartido em seis idas ao supermercado, e no dia dez aparece a academia, como em todo mês desde que você se matriculou.

Pegue a academia. Em fevereiro o débito saiu R$ 119,90. Em maio saiu R$ 139,90 e continuou assim, sem aviso nenhum, porque o reajuste já estava no contrato que você assinou em janeiro. São vinte reais por mês, e ninguém cancela academia por vinte reais. O que muda é o ano: R$ 1.438,80 antes, R$ 1.678,80 depois.

Os R$ 240,00 de diferença não aparecem em nenhum lugar do extrato, porque eles estão repartidos em doze cobranças que você já conferiu uma a uma. Cada uma delas passou pelo seu olho e pareceu normal, porque era normal.

O segundo caso é mais quieto ainda, já que não tem cobrança nenhuma. Você deixa R$ 6.400,00 na conta corrente, que é de onde saem as contas do mês, e mexer nisso dá trabalho num sábado. Esse dinheiro rende R$ 0,00. Ao CDI de 14,90% ao ano, o valor de referência de 1 de julho de 2025, ele renderia R$ 953,60 em doze meses. Você não perdeu esse valor num dia ruim. Você nunca chegou a vê-lo, e ausência é bem mais difícil de notar do que prejuízo.

Achar as linhas do extrato leva mais tempo do que fazer a conta.

A primeira conta é uma multiplicação por doze. A segunda é uma porcentagem sobre um saldo. Você aprendeu as duas antes dos quinze anos e resolve qualquer uma delas em quarenta segundos.

O custo está em outro lugar. Para chegar aos R$ 240,00 você precisa achar as cobranças da academia no meio de trezentas transações, lembrar quanto era antes, confirmar que o valor novo se repetiu e não foi um mês torto, e só então multiplicar. Depois repetir para o streaming, o seguro do carro, o plano do celular, a mensalidade da escola e as outras sete assinaturas. Quinze minutos por item viram uma tarde, e a tarde volta no mês seguinte com números diferentes.

Computador não se cansa na décima segunda assinatura. É trabalho de máquina, e a maior parte dos aplicativos de finanças não faz esse trabalho: eles somam o que você gastou por categoria e desenham uma rosca colorida. A soma por categoria você já sabia de cor.

Exemplo com dados fictícios

As duas contas, feitas pelo código que roda no produto.

A academia e o saldo da conta são inventados para o exemplo. Os números abaixo saem das mesmas funções de cálculo que o produto usa, com o recolhível que acompanha todo número dentro dele.

Assinatura reajustada

A academia subiu 16,7% e o ano ficou R$ 240,00 mais caro.

De R$ 119,90 para R$ 139,90 por mês. No ano, de R$ 1.438,80 para R$ 1.678,80.

R$ 240,00a mais em doze meses

como calculamos

Comparei a mediana das três últimas cobranças com a das três anteriores e multipliquei cada patamar por doze.

Premissa: Assume que a cobrança de R$ 139,90 se repete pelos próximos doze meses.

Fonte: 6 cobranças mensais observadas no exemplo.

Dinheiro parado

R$ 6.400,00 na conta corrente deixam de render R$ 953,60 por ano.

Onde esse saldo está, ele rende R$ 0,00 em doze meses. Ao CDI, renderia R$ 953,60.

R$ 953,60por ano, a diferença

como calculamos

Apliquei o CDI sobre o saldo e subtraí o que ele rende na conta corrente, que é R$ 0,00.

Premissa: Rendimento bruto, antes do imposto de renda, com o índice parado nos doze meses. Simulação para estudo, e não recomendação de investimento.

Fonte: CDI de 14,90% ao ano, valor de referência lido na fonte em 1 de julho de 2025 e usado como premissa padrão do cálculo. Não é a taxa de hoje.

Todo número do Vinten vem com a conta ao lado.

Diante de R$ 953,60 por ano, sozinhos numa tela, você tem duas opções: acreditar ou ignorar. Nenhuma das duas ajuda a decidir coisa alguma.

Por isso cada número traz um recolhível que diz de onde ele saiu e o que ele assumiu como verdade. Abra o dos R$ 953,60 acima. Ele avisa que o índice ficou parado nos doze meses e que a conta ignora imposto de renda. Se você discorda disso, você discorda de uma premissa escrita, e não do aplicativo inteiro.

Quando a premissa está errada para o seu caso, você vê onde ela está errada na mesma tela, em vez de descobrir três meses depois que o aplicativo vinha tratando o décimo terceiro como salário de todo mês.

O Vinten está em prévia pública, e há coisa que ele não faz.

Dá para criar conta e usar o Vinten com o seu dinheiro hoje, e mesmo assim ele ainda não foi lançado: o site está fora dos buscadores de propósito, e a página de segurança lista o que ainda falta com o nome de cada item.

O Vinten não é banco e não movimenta dinheiro: não faz Pix, pagamento nem transferência. Quando você autoriza o MeuPluggy, ele lê contas, saldos e transações, e é só isso que ele sabe pedir. Não emite cartão, não vende seguro, não negocia dívida com credor e não diz onde investir. Também não há inteligência artificial em tela nenhuma: o assistente responde a um repertório fixo de perguntas com cálculo determinístico sobre os seus dados, e responde que não sabe quando a pergunta cai fora do repertório.

Os números que o site mostra são de uma personagem que não existe. O mês dela é gerado por um programa, sempre igual, e serve para uma coisa só: você ler as contas antes de pôr as suas.

Abra um número que incomode você e leia a conta dele.

A conta abre em branco e é de graça. Conecte o banco pelo Open Finance ou importe um extrato, e leia a conta por trás de cada número.